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Nota sobre o Vulcão Cumbre e possibilidade de tsunami. PDF Imprimir E-mail

O Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) tem acompanhado as recentes notícias sobre o vulcão Cumbre Vieja, situado no território espanhol das Ilhas Canárias. E vem por meio desta nota informativa, tranquilizar a população fluminense e explicar os mecanismos geológicos que estão por traz da geração de um tsunami, neste caso.

Afinal, uma provável erupção do vulcão Cumbre Vieja poderia causar um tsunami afetando as regiões costeiras de países atlânticos, como o Brasil e os EUA? Esse eventual desastre não seria diretamente provocado por uma explosão do vulcão, mas sim pelos efeitos que esta erupção, através de terremotos mais intensos e a reativação de falhas geológicas teriam ao desencadear um megadeslizamento de um pedaço da ilha para dentro do mar.

De acordo com o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Aderson Nascimento, não há essa preocupação no Brasil, porque esse evento é pouco provável. A atividade sísmica nas Ilhas Canárias é monitorada e o Serviço Geológico Espanhol não emitiu alerta de perigo para o Brasil.

Em resumo, para que o Brasil seja atingido por tsunami seria necessária uma condição geológica excepcional, no qual as áreas atingidas seriam as regiões Norte e Nordeste do país. Neste sentido são ainda mais remotas as possibilidades de tsunamis atingirem o Estado do Rio de Janeiro.

Mesmo sendo esse evento pouco provável, não é saudável subestimar a possibilidade desta ocorrência, em virtude das consequências graves sobre as populações litorâneas de grande parte do Atlântico, salienta o professor geólogo Renato Ramos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

 

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