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Cartas de Risco Remanescente a Escorregamentos nos Municípios de Teresópolis e Nova Friburgo - RJ PDF Imprimir E-mail
Ter, 06 de Setembro de 2011 00:00
O Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) divulga as Cartas de Risco Remanescente a Escorregamentos nos Municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, após o registro do Megadesastre ’11 da Serra Fluminense.

Resumidamente, o DRM-RJ indica que os setores de risco foram divididos em zonas de exclusão – onde não seriam permitas construções – e zonas de risco iminente – onde somente seriam permitidas reconstruções ou ocupação continuada, caso as intervenções de estabilização reduzissem ou eliminassem o risco de novos acidentes.

O Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro, até por conta da continuidade dos estudos na área, deu seqüência à atualização do instrumento técnico-científico que pode servir como subsídio para a elaboração do Plano de Contingência para o verão 2011-2012 e para a consecução dos Planos Municipais de Redução de Risco.

Em Teresópolis, dentre os setores de risco que mais receberam atenção recentemente, estão o Vale do Rio Príncipe, nas regiões da Posse e Campo Grande, afetado por destrutivas corridas de massa com alta velocidade e associados a mecanismos de ruptura e propagação específicos, e os assentamentos mais precários, tais como Granja Florestal, Jardim Salaco, Caleme e Fischer, onde a vulnerabilidade a novos deslizamentos planares de solo em taludes escavados é maior.

Os resultados destas investigações recentes ratificam que a situação das encostas de Teresópolis é muito grave, com mais de 100 (cem) setores apontados como de “exclusão” ou de risco iminente, e ainda, que, infelizmente, as consequências do Megadesastre podem se repetir até com chuvas menos extremas que a de Janeiro de 2011, principalmente se as áreas de mais alto risco como o Meudon, Jardim Meudon, São Pedro, Perpétuo, Rosário e Durvalino forem palcos de escorregamentos.

Na Carta de Risco Remanescente a Escorregamentos no Município de Nova Friburgo, com base no mapeamento de risco executado pela CPRM (Serviço Geológico do Brasil), feito em acordo com a metodologia definida pelo DRM-RJ, e no seu próprio mapeamento,  está mostrada a distribuição dos setores de risco iminente remanescente no Município. Foram indicados 254 (duzentos e cinquenta e quatro) setores de encosta com risco iminente a diferentes tipos de escorregamentos, desde corridas de lama ou de massa de detritos, passando por deslizamentos de solo e até mesmo quedas de blocos rochosos.

Os resultados do trabalho nesses Municípios, no período pós-desastre, apontam para a necessidade de adoção de providências urgentes, com destaque para a elaboração de um Plano de Contingência que contemple: implantação de sistema meteorológico para aviso prévio sobre a ocorrência de chuvas fortes a extremas; criação de abrigos próximos aos setores de risco iminente; planejamento detalhado das obrigações de cada ente público; e treinamento da população.

Cabe destacar que, na ótica do DRM-RJ, a implantação de sirenes para alertar e alarmar a população residente nestes setores deve ser precedida ou acompanhada da efetiva discussão sobre os índices críticos de chuvas deflagradoras de escorregamentos. 



Última atualização ( Qui, 21 de Novembro de 2013 12:54 )
 

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